sábado, 3 de setembro de 2011

um sinal, sem rumo

E já tinha anoitecido quando decidi ir apanhar ar para desanuviar, sentei-me à porta de casa e fiquei ali parada durante várias horas a olhar para o céu, procurei as estrelas e a lua, mas não conseguia encontrá-las, talvez por causa do nevoeiro que as escondia. Tentei pensar, mas algo não me deixava, foi como se alguém não quisesse que eu pensasse em nada, mas que deixasse todas as tristezas para não me magoar mais, dentro de mim havia algo que me dizia que era o meu anjo da guarda, mas de repente esse pensamento tambem desaparecera em pouco tempo. Um medo insurtecedor preencheu o meu corpo e a minha alma, e eu tremia mais que nunca, então fechei os olhos com todas as minhas forças, para tentar mandar aquele sentimento embora e senti um frio na espinha como nunca sentira antes, nesse mesmo instante todos os momentos que tinhamos passado juntos surgiram na minha mente e o meu coração batia mais que nunca. Foi ai que abri os olhos e vi-te do meu lado a olhar para mim com um ar confuso, tentei falar contigo, mas tinha uma imagem de ti que não era certa, era a mais errada até, mas tudo porque tinha sido ingénua e deixei-me influenciar. Foi como se me negasses o teu sorriso e pela 1ª vez na vida senti-me entristecer, olho para o céu e lá está a Lua mais bonita do que alguma vez estivera, era um sinal, mas eu não percebia, foi então que me tocaste suavemente no rosto e sorriste... Acordei, poucos minutos depois disso, num choro imenso que cheguei a pensar que não ia conseguir esconder as lágrimas que teimavam em cair e formar um enorme rio no meu quarto, entre os soluços e as tremedeiras, pensava em fugir de tudo para um lugar qualquer, mas sentia-me sem rumo (...) Agora percebera o sinal, tinha fechado um capítulo da minha vida, TU

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