sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Goodbye 2011

Agarras na caneta e preparas-te para escrever, enquanto ouves a tua música de eleição. Olhas à tua volta e apercebes-te de que se aproxima 2012, e como todos os anos, na tua cabeça, aparecem lembranças de tudo o que se passou em 2011. Já sabes o que escrever, mas não sabes como organizar as tuas ideias, então começas por relembrar o começo do ano, que foi o fim de um ano lectivo, pensas no que fizeste e no que poderias ter feito, pensas nas pessoas que conheceste e que tiveste que "deixar" para trás. A seguir, a tua mente avança para o Verão, nos dias de praia que aproveitaste e também os que desperdiçaste. De repente, vês te a chegar ao começo das aulas, pensas "nova escola, nova turma" e lembras-te como ficaste intusiasmada e empolgada com tudo. Páras de escrever, lembras-te de algo terrível que aconteceu nas férias... perdeste alguém que te era muito importante... tentas conter as lágrimas, mas é tarde demais, começas a sentir um aperto no coração pelas saudades que sentes dessa pessoa, e consequentemente, pelas outras que estavam ligadas a ela e que tentaram manter-se fortes, mas que não conseguiram e desfizeram-se em lágrimas durante uns tempos. Tu, no fundo, sabes que essa pessoa vai estar sempre a olhar por ti, mas não deixas de sentir falta da voz dela, do toque, do cheiro, ou até mesmo do olhar forte e seguro que essa pessoa tinha. Apertas a caneta com toda a tua força e, voltas a escrever, enquanto tentas segurar as lágrimas. Vês uma foto do teu grupo de dança, e percebes que não estás sozinha, elas adoram-te e percebem-te, principalmente porque têm uma paixão óbvia em comum, tu apertas a foto contra o teu peito e sorris suavemente.
E começam as aulas, pensas no que sentiste durante o 1º período, e pensas nas pessoas que conheceste, começas a escrever sobre cada uma delas e lembras-te da tua antiga turma, mais lágrimas? sim, mas desta vez não são de tristeza, são de orgulho, mas tens pena por eles não passarem os teus anos contigo. E chegas ao Natal, uma época de espírito natalício, em que deves passar com a tua família... Pára! Vês mensagens de muitas pessoas, a dizer "Bom Natal para todos! Estamos em época de dar e receber" ficas frustrada por essas pessoas não perceberem, que o Natal devia ser todos os dias, e que é uma época de reunir e estar com a família. Quem te dera a ti estar com TODA a tua família! Apercebes-te de que nem toda a gente tem essa possibilidade e continuas a escrever, as tuas lágrimas começam a manchar a tinta do papel. E chegas ao momento, em que estás ali sentada(o) a escrever. Lembra-te, nunca é tarde para mencionar... este ano, conheceste pessoas espetaculares, que quiseram apoiar-te e não quiseram desistir de ti, por isso, sabes que também tu não podes desistir de ti. Páras finalmente de chorar e olhas para a folha... Escreveste sobre as tuas quedas, as quais te deram força para te levantares; os teus erros, os quais te deram força para corrigires algo; as tuas lutas, que não foram fáceis, mas que tiveram as suas vitórias; os momentos bons e os maus; as pessoas que se mantiveram ao teu lado e as que apareceram na tua vida... Escreveste sobre ti, e agora estás a olhar ao espelho. O que viste? Eu digo-te. Viste que cresceste, que inspiraste orgulho e que expiraste saudade. A partir daqui, só tu sabes o que fazer da tua vida, podes ser igual ao ano anterior, ou melhorar, desde que não desistas nunca daquilo em que te tornaste até agora.

domingo, 18 de dezembro de 2011

desistir não é opção

Desistir? No dicionário: v.i. Não continuar, abster-se, renunciar. Sinónimos: abandonar, ceder, deixar e largar. Para mim: não existe. Principalmente, quando se trata de algo que me faz sentir muito bem, algo que me salvou um dia até ao fim dos meus dias, algo que molda a minha personalidade a cada dia que passa, algo que me ajuda a expressar aquilo que sinto, algo em que não sou julgada e mesmo que fosse não me importava. Quando se trata de algo que é demasiado importante para nós, nunca se deve desistir, foi o que sempre me disseram e foi o que sempre fez sentido na minha cabeça, nem mesmo quando as dificuldades aumentam, quando todos se viram contra nós, quando parece que o mundo vai cair em cima de nós... se gostamos realmente de fazer alguma coisa, devemos lutar por ela até ao fim, até não termos mais forças. Ainda não sei qual é o estilo de dança que me define melhor, nem aquele que mais gosto de dançar, só sei que adoro dançar e quero fazer isso o resto da minha vida, por isso, vou aproveitar todas as oportunidades que surgirem e deixar de lado a timidez (não vai ser fácil, mas também não vai ser impossivel). Vou seguir o meu sonho até ao fim, vou tentar evoluir a cada dia, não vou baixar os braços e deixar o mérito para outras pessoas. Desde o inicio que eu sei que ser bailarina não é coisa fácil, porque há mais de 1000 bailarinos pelo mundo fora, tão bons ou ainda melhores que eu, por isso vou aprofundar os meus conhecimentos e fazer aquilo que realmente quero. Desistir? Deixou de ser uma opção, deixou de ser uma palavra no meu vocabulário. Preguiça? Vou deixá-la de parte. Timidez? Vou mandá-la embora de vez. Treinar? É o que vou passar a fazer todos os dias. Parar? Só mesmo quando morrer. Pela Dança? TUDO !
"Algumas mulheres escolhem seguir os homens.
Outras seguem os seus sonhos."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

i just need to smile

Penso e penso, mas já nem sei o que escrever, perdi as palavras no meio de uma batalha, tentei defendê-las, mas elas quiseram defendêr-me e acabaram por se ferir e com o tempo foram-se apagando da minha alma. Tentei com todas as forças que ainda me restavam, fazer com que as palavras voltassem para me ajudarem a expressar um sentimento diferente que eu estava a sentir, mas estas preferiram abandonar-me pois estavam cansadas de sofrimento, estavam cansadas de tentarem expressar algo que não sabiam sequer o significado. Mesmo assim mantive a esperança de que elas iam voltar e espero até hoje com muita fé que voltem. No meio da caminhada cruzei-me com fantasmas do passado, olhei-os de frente e encarei a realidade que eles me queriam transmitir, sabia que haviam consequências boas e más por fazê-lo, mas mesmo assim não tive medo, enchi-me de coragem e continuei a minha viagem. Passei por caminhos e obstáculos medronhos e outros que me davam uma enorme felicidade, fui vendo a minha vida a passar e eu sempre na mesma rotina, quem via podia dizer que eu apenas existia. Não queria apenas existir, por isso ergui as minhas armas e a minha bandeira, ergui o escudo e continuei a caminhar, desta vez com um sorriso verdadeiro e sincero na cara, um sorriso simples que deixava tudo à minha volta completamente radiante e contagiava quem passava, desta vez não vou apenas existir, vou também viver e aprender com tudo que me acontecer. “Vou me erguer e com apenas um sorriso, vencer” ♥

sábado, 22 de outubro de 2011

porto de abrigo


Ensinaram-me que, durante a minha vida, irei ouvir um "não" aqui, um "não" ali, um "não" acolá, um "não tens aquilo de que estamos à procura", um "não és suficientemente boa" ou até um "não, talvez para a próxima". Ensinaram-me também que devo estar sempre preparada, porque um «não» é sempre garantido, e se estivermos já mentalizados de que é isso que vamos ouvir, a desilusão é menor; mas também podemos ser surpreendidos com um «sim» e aí é que devemos ficar felizes, pois esse «sim» é o reflexo do esforço, do trabalho árduo e do amor puro por aquilo que realmente gostamos de fazer. Na minha opinião, o que realmente importa, é o facto de participar, o facto de ter novas experiências, o facto de querer aprender mais e melhor, o facto de não desistir a todas as respostas negativas que me dão, o facto de querer ser melhor que eu e não melhor que os outros, tudo se baseia num "eu", mas tudo o que vier por acréscimo, é bem vindo também. Então, para ser sincera, não estou chateada por ter recebido um "não" hoje, isto só me dá mais força para treinar ainda mais, para continuar à procura do estilo com que realmente me identifico e acima de tudo, para lutar por aquilo que realmente quero, a única coisa que realmente importa para mim: Dançar.
Não dizem que por amor vale tudo? Eu concordo, e faço tudo pelo amor que sinto pela única coisa que realmente gosto de fazer, e mesmo à frente de milhares de pessoas, é como me posso expressar sem ser julgada, sem ser olhada de lado ou sem ser "rejeitada". Quem me conhece, sabe que para mim a dança é tudo, é um modo de vida, uma forma de me expressar, voar e, principalmente, libertar, faz parte daquilo que sou e é como um porto de abrigo, onde me posso refugiar.
For DANCE ? EVERYTHING !

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

seria bom ouvir palavras como estas, de vez em quando

"Ei, garota linda que está lendo isso, sorria. Quantas vezes você sorriu hoje? Quantas pessoas abraçou hoje? Quantos “eu te amo” você já disse hoje? Você pode estar se sentindo infeliz, pensando que sua vida não passa de uma ” vida de merda”. Não garota! Você está muitíssima errada, as pessoas que te amam querem te ver feliz, seu amigo quer te ver feliz, teus pais, teus irmãos, teus parentes querem te ver sorrindo, DEUS quer te ver sorrindo, porque todos a sua volta de amam, você é uma pessoa linda tanto por dentro quanto por fora, você conquistou tudo que tem hoje, pensa positivo, amanhã pode ser bem melhor que hoje, e será."

let's go girl, you have to see good changes

Sinto necessidade de sorrir. Sorrir para os problemas, sorrir para os momentos, sorrir para os meus inimigos, sorrir para a vida apesar de tudo, porque quando sorrimos conseguimos ter um dia melhor, porque um sorriso pode melhorar não só o nosso dia, como também o de outra pessoa. Se sorrir fizesse parte de uma profissão qualquer, eu teria todo o gosto em seguir essa profissão e passar os meus dias a sorrir. Sorrir para ter mais força, sorrir para ter confiança, sorrir para invejar quem me tenta rebaixar, arranjar uma forma de fazê-los perguntar, o porquê de eu continuar a sorrir em vez de estar a chorar. Queria ser confiante, mas não em demasia para não parecer convencida, queria deixar de ser perfeccionista, queria mudar a minha personalidade, mas parece que a cada dia que passa fico com mais receio do que os outros irão pensar ou dizer de mim. Aquilo que eu mais queria era não ter de me preocupar se gostavam de mim ou não por aquilo que eu sou, já fui assim, mas por moldagens de outros, a minha personalidade mudou. Antes era fria, hoje tenho um coração mole, antes nada nem ninguém me importavam, hoje todos me importam, antes eu era tudo para mim, hoje os outros é que o são. Apesar de eu ter dentro de mim a chave para me modificar, não o consigo fazer, e só sei que não sei o porquê disso me estar a acontecer.
Oh, for god sake, I need some helps here, please!